Puta que me pariu!!!

Pois é, o post está meio azedo. Às vezes tenho que largar umas palavras sujas dessas. É difícil manter a compreensão e a devida tolerância mas, quando consigo, posso escrever sem precisar amaldiçoar ninguém.

Recentemente estive às voltas numa discussão de forum sobre Cidadania no site Astrologia Real. Faço visito freqüentes ao site para ler as idéias e conselhos interessantíssimos e fora do senso comum do autor, Oscar Quiroga.

Foi a primeira e última vez que participei de algo parecido!

Minhas opiniões polêmicas não foram aceitas e ainda fui massacrado. Mas não é por causa disso que não participarei mais. Minhas opiniões estão abertas a críticas e minha cara a tapas.

O problema é o que as pessoas escrevem. Para a maioria das pessoas, cidadania se resume a: “pago os impostos, quero meus direitos”. Nota-se que o “pagar impostos” já é o cumprimento integral da cidadania. E ainda se fala que político só sabe roubar como se eles tivessem se tornado políticos e ladrões por um decreto interplanetário extra-terrestre.

É óbvio que não concordo com isso. Eis o que escrevi no forum:

Não devemos confundir causa com consequência, ação com reação. Cidadania, antes dos direitos, pressupõe DEVERES, ou seja, a causa, a ação. Direitos vêm como consequência, reação. Sinto que essa nação clama por direitos mas acha que não têm deveres. É no cumprimento dos deveres, com o pensamento não só no indivíduo, mas no TODO, na família, na sociedade, na nação, na humanidade é que nos tornaremos cidadãos. Certamente o Universo nos brindará com algo maior, consequência das nossas ações diárias igualmente nobres e iluminadas.

E depois do paredão, escrevi:

Peço desculpas aos meus colegas de forum. Talvez não tenha me expressado adequadamente. Achei que o fórum fosse sobre cidadania e não sobre pagamento de impostos. Acredito que o exercício da cidadania não é acompanhado de boleto bancário ou fatura. O ensinamento do cumprimento de DEVERES CÍVICOS vem primeiramente do seio familiar, em seguida da escola e depois da sociedade. Deveres financeiros são importantes por serem compromissos assumidos. Cumprir os deveres financeiros é essencial para a saúde de uma Nação, mas vem em segundo plano nesse assunto abordado, pois, pessoas que não pagam contas também tem deveres cívicos, e, portanto, direitos. Cidadania pressupõe senso de coletividade. Nações se desenvolvem quando têm a nítida noção do que são deveres cívicos. Cada nação está em um estágio de evolução diferente porque cada uma entende a relação de deveres e direitos de maneira diferente. Nosso estágio de evolução é consequência do nosso mal entendimento desta relação e do nosso mal cumprimento da Cidadania, nas suas formas mais cotidianas, como sujar a cidade em que vivemos, comprar produtos roubados em camelódromos que sustentam o crime organizado e que gera a violência, dar um “jeitinho” para se dar bem prejudicando outras pessoas etc. A situação em que o Brasil se encontra não veio de uma nave extra-terrestre, mas foi fruto do cumprimento da Cidadania por nós mesmos. Mesmo com todas essas críticas agressivas ao que escrevi, continuo sendo uma pessoa que cumpre diariamente, desde a infância, os deveres cívicos ensinados pela minha familia, antes de ter noções políticas ou econômicas. Ainda acredito que a prática da cidadania não pressupõe pagamento de impostos em dia, mas DEVERES CÍVICOS que são ensinados através da educação familiar, escolar e, teoricamente, da convivência do indivíduo na sociedade. Oscar Quiroga escreveu uma frase linda, que foi a que me deu a coragem de escrever o que escrevi: “A prática da cidadania é uma das chances que o humano individual tem para se tornar maior, estabelecendo vínculos ativos que engrandecem sua pequena e isolada existência individual.” Não vejo cunho financeiro e nem político nessa firmação tão esclarecida. Por que não aprendemos com nossos erros e tentamos nos tornar uma Nação melhor?

E por falar em cidadania…Moro num condomínio de apartamentos que está passando por uma seríssima crise de cidadania.

Recentemente, o síndico reeleito foi destituído do cargo por ser suspeito de desviar o caixa para o próprio bolso. Foi o estopim.

Mas a cereja que decora o bolo de cocô vem agora: a síndica eleita foi a vizinha do apartamento acima.

Até aí parece inofensivo.

O problema é que o filho dela faz da nossa varanda a sua lixeira particular. Desde papel higiênico até chiclete, passando por brinquedos e pedaços de embalagens. O garoto é um porco imundo. Apelidamos carinhosamente o catarrento de “lixeirinho”.

Se o garoto é porco, imagine os pais, que ensinam a porcaria. Já vi essa vizinha (atual síndica) justificar, aos gritos, a porcaria do filho a uma vizinha de um andar abaixo que reclamava do lixo jogado na varanda dela.

E vejam se não é fantástico! Enquanto escrevo esse post o garoto está jogando mais lixo na minha varanda!

Agora, respondam-me: como posso reclamar o fato à síndica, se é o próprio filho dela que faz e se ela ainda apóia?

Isso me faz lembrar de uma notícia que li certa vez no jornal onde dizia que um sujeito teve o automóvel roubado por homens fortemente armados e quando foi fazer a ocorrência na delegacia mais próxima, viu que um dos assaltantes era um dos PMs que o atendia!

Cidadania?

A única saída para o país é o Aeroporto Internacional!

Depois da crise é claro.

Abraço a todos.

E não se esqueçam de comprar um iMac.

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Uma opinião sobre “Puta que me pariu!!!

  1. huahuahuahua!!!!
    Excelente, primo!! Espero que a síndica não use de seus poderes em proveito próprio. É prevaricação!! Pode botar na justiça! hehehe!
    Mas é verdade o que disse: parece-me que hoje o cidadão não é o o sujeito da cidade, designação inclusiva do sujeito na sociedade, mas sim o consumo. Por isso, penso eu, é que troquemos as bolas entre cidadão e consumidor…

    Espero que tenha baixado o álbum do Frugalidades. Você o conhece? Caso o escute, por favor, deixe seu comentário sobre, ok? Abraço para você e Bárbara!!!

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