As pernas

Uma vez dadas as pernas basta aprendermos a usá-las.. com sabedoria, diga-se.
Um dia tivemos pernas e andamos o quanto pudemos, da maneira que sabíamos, da maneira que aprendemos.
Errado.
Caminhamos para abismos…
Usamos as pernas para chutar.
Uns aos outros e a outros.
Para nos chutarmos.
E pisamos.
E corremos para lugar nenhum.

E as pernas perderam o movimento… porque não foram usadas corretamente… para um objetivo mais nobre, elevado.
Ficamos aleijados.
Observamos tudo sem podermos ir ao encontro.
Pessoas passam e não podemos seguí-las.
A vida passa e nós não passamos;
Anda e não andamos.

Só depois da mente purificada voltaremos a andar.
O erro fundamentalmente encontra-se na mente, não no ato físico.
Primeiro a mente, depois o movimento.
Andamos errado porque pensamos errado.

Transmutação é o processo que purifica a mente. A purificação é pessoal.
Como o incenso,
O fogo, energia transmutadora, queima o incenso… parte vira cinza… parte se eleva.
A mente, cheia de material inflamável podre, queima… parte vira cinza, parte se eleva.
Se escolhermos não transmutar nada, a mente não se modifica; apodrece.
Depois de transmutada, chumbo em ouro, pode comandar as pernas novamente.
Mas deverá reaprender os movimentos, do início, passo-a-passo.

Não mais cairá.
Não mais chutará.
Não mais correrá.
Não mais pisará.

Guiará guiada pela mente.

O Universo faz-se sentir porque vibra de pólo a pólo.
Passos intercalados com inércia.
Pensamentos intercalados com silêncio.

É difícil.
E desistir é uma tentação.

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