O novo comercial da Petrobras

O Sol do sistema planetário em que nos encontramos existe desde que este sistema foi criado. Dizendo melhor, o sistema foi criado ao redor do Sol.

Ele é uma estrela. Produz uma quantidade de energia fabulosa, dada de presente à vida em todo o Universo, já que este não é o único Sol ou estrela de toda a extensão do Cosmos. Outros tipos de vida também têm a oportunidade de nascer ao redor de tamanha fonte.

Mas a energia que os seres humanos produzem não vem, em sua esmagadora quantidade, do Sol.

Quem será o dono do Sol? Quem poderá se apropriar da energia solar e vendê-la? Quem poderá especular sobre as altas e baixas em compra e venda de energia solar? Quem poderá concentrar a energia solar como faz com a comida, fazendo desta um bem abundante para alguns poucos e escasso para muitos bilhares? Quem poderá transformá-lo numa commodity?

Ninguém.

O ser humano, desde os primórdios de sua existência, tende a concentrar bens pertencentes à Natureza. Concentra porque não confia que tudo que precisa está presente neste Planeta. Daí, tende a apropriar-se de bens pertencentes à Natureza e vendê-los na busca interminável pela riqueza de papel, o dinheiro.

E todos os esforço por esta acumulação doentia está sendo recompensado pela auto-destruição.

O Universo dá tudo. Concentrar é acreditar que tudo faltará. Por isto digo, a escassez é um estado mental humano e, portanto, irreal. A abundância é o permanente estado da Mente Cósmica e, portanto, real.

Mas o ser humano, em algum dado momento de sua existência, retirou-se da equação Universal. Somos “nós” e o “mundo lá fora”. E age como se o “mundo lá fora” fosse permanentemente ameaçador e cheios de perigos. Têm medo do Universo por não conseguir entendê-lo. Não olha para dentro de si e vê que o Universo também está aqui, em cada célula e que entendê-lo é uma mera questão de silêncio.

Digo isto tudo porque o novo comercial da Petrobras me fez suar as mãos de nervoso. Sempre poético. Plasticamente bonito. Feito por uma agência de propaganda com pessoas competentes e comprometidas com o futuro da Nação. Trilha sonora que mexe com o orgulho do povo. Masturbação mental.

“Com a descoberta do pré-sal, um novo horizonte se abre para os brasileiros.”, ou algo semelhante.

Um horizonte negro.

Gostaria de saber se vamos desenvolver nossa bioquímica fisiológica ao ponto de nos alimentarmos de petróleo.

Gostaria de saber se vamos desenvolver nossa bioquímica fisiológica ao ponto de nos alimentarmos de dinheiro.

Não é o petróleo que é nocivo. Nocivo é o uso que se faz dele.

A Natureza nunca, jamais, cria algo nocivo. Este conceito de bom ou mau não se aplica às coisas da Natureza. Ela É.

O petróleo foi criado pela Natureza e a ela pertence. O que fazemos é concentrar sua extração e uso, sem pagar nada a quem o criou, e devolver seus dejetos mal processados, empestando nossa Mãe com nossas cloacas.

O ser humano e sua ciência têm visão curta. A ciência como a conhecemos é nova, começou a desembestar depois da 2ª Grande Guerra. A sabedoria dos antigos data de 5.000 anos atrás. E funciona. Ao passo que a ciência nos ensina coisas erradas o tempo todo e a todo momento se corrige, se remenda e evolui aos tapas. Ela é boa, porém incompleta. Mas é arrogante demais para se reconhecer esta falha.

A eletricidade existe no Universo desde que este foi criado. E os humanos nem sabiam que ela existia, até que alguém iluminado a notou e a deu de presente ao resto da humanidade para seu desenvolvimento e evolução.

E o que se faz com ela? Concentra-se. Usa-se mal. Represa-se rios, destroem-se paisagens, animais, em prol de uma produção desmedida e destruidora. E as descargas elétricas continuam cortando os céus indiferentes ao que se passa aqui em baixo.

Muito mal.

O mesmo se dá com o Petróleo.

E a Petrobras destrói a Natureza e dá teatro, cinema, livros e empregos. Será disso que vamos nos alimentar no futuro?

E a Vale do Rio Doce remove montanhas inteiras com sua ganância desmedida por minério. E em troca planta árvores, patrocina cultura e gera empregos.

E estas empresas vendem ações no mercado financeiro, chamando cada ser humano a fazer parte da destruição do Planeta. “Contribua com um centavo que seja e te pagamos de volta com juros, tamanha é a nossa alegria de tê-los no nosso grupo da demolição.”, elas diriam.

E as pessoas compram as ações. E se regozijam com seu crescimento financeiro. E rasgam-se por dentro quando este papel fica sem valor. E saem às ruas para gritar que o petróleo é nosso, sem perceber a quem ele realmente pertence. E gritam para que haja mais concentração apenas pensando em si mesmos. Mal percebem, de míope que são, que não advirá nenhum benefício desta concentração.

Gostaria de saber se as bolsas de valores e seus papéis comercializados vão nos dar alguma alegria quando nada sobrar.

Será disso que vamos nos alimentar depois que essas empresas destruírem o Planeta com suas células metastáticas da ganância?

Estas empresas são formadas por pessoas que não sabem que, ao retirar-se da equação da Vida, colocam-se imediatamente na equação da auto-destruição. E as pessoas que as admiram também seguem para o mesmo moedor de carnes pútridas.

Estas pessoas nem acordaram. Elas nem percebem as coisas. São ignorantes.

Por isto as antigas sabedorias dizem que o grande mal da humanidade é a ignorância.

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2 opiniões sobre “O novo comercial da Petrobras

  1. Gostei da sua definição pessoal: “Suco de Limão. Sem açúcar.” Atualmente me encaixo nesta definição. Ando meio ácida.
    Muito tempo que não leio seus posts e hoje me lembrei e passei por aqui para dar uma lida. Gosto do que você escreve. É bem objetivo, sem rodeios ou hipocrisia.
    Resolvi passar aqui para deixar minha satisfação em ler seus comentários.
    Concordo com muita coisa que você expõe. Li sobre sua escolha de abandonar a veterinária (queria ter essa coragem para abandonar minha formção, que já não me satisfaz, e procurar outro “ganha-pão” que me faça mais feliz! Continuo sem a coragem, mas à busco tanto que um dia a encontro.)
    Tenho me aventurado por outros ares, apresentados a mim pelo meu esposo, que se aventura pela Educação à distância. Bem interessante, me faz pensar, refletir, coisas que minha profissão, tão engessada, não proporciona. Tenho aprendido bastante a observar as reações das pessoas, a olhar a real intenção delas. Fui apresentada a um livro chamado “As 48 Leis do poder”, onde neste são mostradas artimanhas que pessoas usam para conseguirem o que querem, chegar onde desejam. É bom e ruím ao mesmo tempo (rs…).
    Não sei se conhece, mas comecei a acompanhar a série “House, M.D.” e me vi em muitas das situações. Se não conhece, vale à pena. Já estamos indo para a sétima temporada.
    Tenho tentado!
    Brega, mas bastante interessante, dito dos anos 80: “Desistir, nunca. Render-se, jamais!!

    • Querida Aline! É sempre bom receber um comentário seu. O que posso te dizer é que é preciso ter coragem e confiar. Confiar que nos caminhos da prosperidade e da felicidade, nada é ruim, que na lei da experiência, tudo é bom.
      Faço votos que você um dia acorde decidida e mudar.
      Se quer um empurrãozinho, recomendo o livro do Deepak Chopra “As Sete Leis Espirituais do Sucesso”. Talvez ele te dê uma boa dose de coragem.
      Grande beijo!!

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